Compreensões de professores de Matemática sobre a presença da Álgebra no Ensino Fundamental II

Autores

DOI:

https://doi.org/10.37001/ripem.v11i3.2452

Palavras-chave:

Educação Matemática; Pensamento algébrico; Fenomenologia

Resumo

O estudo da Álgebra constitui um espaço bastante significativo no currículo escolar brasileiro e tem por objetivo possibilitar que o aluno desenvolva e exercite sua capacidade de abstração e generalização. A pesquisa apresentada neste texto tem o objetivo de estudar como a Álgebra é compreendida por professores de Matemática do Ensino Fundamental II. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de abordagem fenomenológica, desenvolvida junto a um grupo de professores da rede particular de ensino de São José dos Campos, no estado de São Paulo. A análise dos dados revelou três modos pelos quais estes professores compreendem a Álgebra: sua importância no contexto escolar, as dificuldades dos estudantes que se revelam nas aulas de Álgebra e o pensamento algébrico.

Referências

Araújo, L. F. (2009) Rompendo o contrato didático: a utilização de estratégias metacognitivas na resolução de problemas algébricos. Tese de doutorado, Recife, UFPE, Brasil.

Arcavi, A. (2006) O uso dos símbolos. In: Vale, I.; Pimental, T.; Barbosa A.; Fonseca, L.; Santos, L. & Canavarro, P.; (Eds.), Números e Álgebra na aprendizagem da Matemática e na formação de professores ( 29-48). Lisboa. SEM-SPCE.

Barbosa, E. J. T. & Lima, A. P. A. B. (2014) Organizações matemática e didática entre duas coleções didáticas sobre equações do primeiro grau. Revista Eletrônica de Educação Matemática, 9 (1), 110-129.

Bicudo, M. A. V. (2012) A pesquisa em educação matemática: a prevalência da abordagem qualitativa. R.B.E.C.T., 5 (2), 15-26.

Booth, L. R. (1995) Dificuldades das crianças que iniciam álgebra. In: Coxford, A. F. & Shulte, A. P. (Eds.). As Ideias da Álgebra , ( 23-26). São Paulo: Atual.

Brandt, C. F . & Moretti, M. T (2016) Ensinar e aprender uma nova Álgebra através da compreensão. Ponta Grossa. Editora UEPG Disponível em < http://books.scielo.org/id/dj9m9/pdf/brandt-9788577982158.pdf>.

Decreto de Lei n. 4.173/98, de 13 de março do Ministério da Educação, (1998). Parâmetros Curriculares Nacionais. Brasil. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=12657%3Aparametros-curriculares-nacionais-5o-a-8o-series&catid=195%3Aseb-educacao-basica&Itemid=859.

Decreto de Lei n. 4., de 17 de dezembro do Ministério da Educação, (2016). Base nacional comum curricular. Brasil. Disponível em: https://www.in.gov.br/materia/-/asset_publisher/Kujrw0TZC2Mb/content/id/55640296.

D`Ambrosio, U. (1996) Educação matemática: da teoria à prática. Campinas: Papirus.

Fiorentini, D.; Miorim, M. A. & Miguel, A. (1993). A contribuição para repensar... a educação algébrica elementar. Pró-posições. 4(1), 78-91.

Fiorentini, D.; Fernandes, F. L. A. & Cristovão, E. M. (2005). Um estudo das potencialidades pedagógicas das investigações matemáticas no desenvolvimento do pensamento algébrico In: Seminário Luso-Brasileiro de Investigações Matemáticas no Currículo e na Formação do Professor, Lisboa. Anais... Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

Garnica, A. V. M. (1997) Algumas notas sobre pesquisa qualitativa e fenomenologia. Interface, 1(1). 109-122.

Gil, K. H. (2008). Reflexões sobre as dificuldades dos alunos na aprendizagem de álgebra. Dissertação de mestrado, Porto Alegre, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Brasil.

Kieran, C. (2007) Desenvolver o raciocínio algébrico: o papel das tarefas sequenciadas e das questões dos professores desde os níveis primários até os primeiros anos do ensino secundário. Quadrante, 16 (1). p. 5-26.

Lins, R. C. & Gimenez, J. (1997). Perspectivas em aritmética a álgebra para o século XXI. Campinas: Papirus.

Machado, O. V. M. (1994) Sobre a Pesquisa Qualitativa em Educação, que Tem a Fenomenologia como Suporte. In: Bicudo, M. A. V. & Esposito, V. H. C. (Org.). A pesquisa qualitativa em educação: um enfoque fenomenológico (35-46). Piracicaba: UNIMEP.

Miguel, A.; Fiorentini, D. & Miorim, M. A. (1992) Álgebra ou Geometria: Para onde Pende o Pêndulo? Pró-Posições, 3(1), p. 39 – 54.

Paulo R. M. (2006). O Significado Epistemológico dos Diagramas na Construção do Conhecimento Matemático e no Ensino de Matemática. Tese de doutorado, Rio Claro, UNESP, Brasil.

Paulo, R. M.; Santiago, R. A.; Amaral, C. L. (2010) A pesquisa na perspectiva fenomenológica: explicitando uma possibilidade de compreensão do ser-professor de matemática. Revista Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências, 10(1), p. 71-86.

Ponte, J. P. (2006) Números e Álgebra no currículo escolar. In. Vale, T. Pimentel, A. Barbosa, L. Fonseca, L. Santos, & P. Canavarro (Eds.), Números e álgebra na aprendizagem da Matemática e na formação de professores ( 5-27). Lisboa: SEM-SPCE.

Santos, L. G. (2007) Introdução do pensamento algébrico: um olhar sobre professores e livros didáticos de Matemática. Dissertação de Mestrado. Vitória. Universidade Federal do Espírito Santo.

Usiskin, Z. (1995) Concepções sobre a álgebra da escola média e utilizações das variáveis. In: Coxford, A. F.& Shulte, A. P. (Org.). As Idéias da Álgebra (9-22). São Paulo: Atual.

Publicado

2021-08-02

Como Citar

Silva, L. C. P. da ., Mondini, F., Mocrosky, L. F. ., & Pereira, A. L. (2021). Compreensões de professores de Matemática sobre a presença da Álgebra no Ensino Fundamental II. Revista Internacional De Pesquisa Em Educação Matemática, 11(3), 112-126. https://doi.org/10.37001/ripem.v11i3.2452